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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Pedra na Vesícula Biliar ou Colelitíase - Cirurgia - Parte II

Olá pessoal!!! Agora vai a segunda parte dessa minha jornada. Espero que seja informativo. Eu mesma busquei informações e encontrei poucos casos relatados. E lá vai:

Minha cirurgia
- cheguei ao hospital as 06:40 para a internação do dia 16/05/14. Dei entrada nas papeladas e por conta do meu lindo nome estava num alojamento com um homem. Eles corrigiram verificando que sou mulher e subi para começar a façanha.
- uma mulher da internação me encaminhou até um quarto com dois leitos e fiquei sozinha esperando cerca de trinta minutos.
- uma enfermeira entra e pede para eu retirar toda a minha roupa e colocar a camisola do hospital virada para as costas. Ofereceu um cobertor e ligou a tv. Fiquei esperando ser chamada para centro cirúrgico.
- o outro leito é preenchido por uma mulher mais ou menos da minha idade, para uma cirurgia de correção da hemorroida. Bem simpática. Ela foi para o centro cirúrgico antes de mim.
- um enfermeiro chega com uma maca e pede pra que eu suba. Ali eu penso “Deus, chegou a hora, me proteja.” Subo na maca chorando e vamos até o centro cirúrgico.
- a choradeira continua e duas enfermeiras começam a falar comigo tentando me acalmar. Eu consigo me controlar e elas começam o seu trabalho.
- primeiro colocam o acesso na minha mão e começam a me dar soro com algum remédio. O anestesista chega e começa a conversar comigo, se apresenta e diz que vai me dar um remédio que vai me deixar tonta. Eu começo a sentir uma quentura do braço se espalhando pelo corpo e começo a ficar tonta. O anestesista pede para eu fechar os olhos, pois assim ficarei mais confortável e eu obedeço. Nisso a enfermeira pede para eu respirar em uma máscara e apago.

Obs: eu estava muito nervosa durante todo esse processo. Fiquei pensando nas crianças e o quanto eu queria acordar da anestesista.


- acordei pensando nas crianças. Foi como se meu cérebro tivesse parado na última coisa que pensei antes de apagar. Fui lentamente me lembrando onde estava e o que estava fazendo e tentava respirar e não conseguia. Alguma coisa me bloqueava. Comecei a ficar assustada e comecei a mexer a mão direita e ouvi alguém dizer “Ela está acordando, está mandando até tchauzinho”. Meus olhos estavam fechados, acredito com algum tipo de fita. Pediram para eu abrir a boca e puxaram algo. Depois pediram para abrir a boca novamente e puxaram outra coisa. Consegui respirar normalmente. Meu médico disse tirando as fitas dos meus olhos que a cirurgia tinha ocorrido tudo bem e que estava tudo certo comigo. Eba! Meus olhos estavam embaçados e fui recobrando a visão em alguns segundos. Eu estava nesse momento entendendo tudo e agradecida por tudo ter ocorrido bem. Olhei as horas e passou cerca de uma hora de cirurgia. Fui encaminhada para meu quarto e a enfermeira perguntou se eu estava bem. Disse a ela que sentia dores no umbigo e enjoo. No quarto ela me deu os medicamentos e passados alguns minutos fiquei bem. 
- os médicos retiraram duas pedras da vesícula. Elas se quebraram durante o processo, por isso na foto aparecem mais pedaços. Elas são de coloração amarelada, logo, colesterol.

Logo mais posto a terceira parte (pós-operatório)
Até mais!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Pedra na Vesícula Biliar ou Colelitíase - Parte 1

 Há exatamente quatro anos atrás, descobri por um ultrassom de rotina que tenho cálculo na vesícula. Na época foram encontrados três “pedrinhas”. Estava tudo pronto para a operação que no caso é feito por vídeo laparoscopia e o último passo antes da cirurgia é a consulta com o anestesista. No meu caso, a médica pediu para eu fazer um teste de gravidez, pois não pode ser feito o procedimento estando grávida.   Eu fiz primeiramente um teste de farmácia e para minha grande surpresa eu estava gravida. Do meu caçulinha mais fofo do mundo.
Por conta da gravidez, adiei por um bom tempo e depois eu adiei mais um pouco por puro medo mesmo. Agora tomei vergonha na cara e marquei a cirurgia. Dia 16/05 será o grande dia.


Onde fica a vesícula biliar?

Vamos lá! Vou mostrar onde exatamente a vesícula biliar fica:

Pois é, a vesícula nada mais é do que um órgão situado embaixo do nosso fígado, parecido com um saquinho em forma de pera, com a função de armazenar a bile e liberá-la para o duodeno após uma refeição.


E porque os cálculos acontecem?

 Devido a um distúrbio dos compostos químicos presentes na bile, são formadas pedras no seu interior, conhecidas como “pedras na vesícula” ou Colelitíase. Pesquisas mostram que elas são causadas por uma combinação de fatores, incluindo química corporal herdada, peso corporal, mobilidade da vesícula biliar e talvez dieta.


O que eu sinto tendo as pedrinhas dentro de mim?

Vou contar a vocês a minha experiência. Sempre tive uma dor no estômago bem forte após ingerir comidas mais gordurosas, isso sempre ocorria de final de semana (quando eu enfiava o pé na jaca). A dor para mim, começa na boca do estomago e depois de cerca de uma hora se expande para debaixo nas costelas do lado direito. Em algumas vezes a dor chega a durar quatro horas. Depois que descobri os cálculos biliares, passei a me cuidar melhor e a não comer nada gorduroso de noite. Na maioria das vezes dá certo. Porém tem uma curiosidade, muitas pessoas que tem os cálculos não sentem dor nenhuma e só sabem que tem as pedrinhas após um exame de rotina. Então cada pessoa tem um sintoma, tudo depende de como a fisiologia do seu corpo acontece.


Qual vai ser o meu tratamento?

Para mim, como a maioria das pessoas, a melhor opção segundo os médicos, vai ser a cirurgia por vídeo laparoscopia. É muito perigoso se uma das pedrinhas resolver sair, quando um cálculo da vesícula biliar obstrui o ducto cístico, seu canal de drenagem para o colédoco, provoca contração da parede muscular da vesícula que se traduz por dor em cólica na parte superior do abdome a direita - denominada cólica biliar. Quando o cálculo se encrava no ducto cístico, impedindo a passagem de bile, esta é retida e desencadeia um processo inflamatório agudo - denominada colecistite aguda. Habitualmente, nessa bile retida, crescem bactérias e a vesícula obstruída se comporta como um abscesso e pode ser o desencadeamento de doença potencialmente grave.


O procedimento da cirurgia é o seguinte:

A operação é realizada através de quatro pequenos orifícios de 0,5 cm no abdômen e geralmente o paciente fica um dia internado no hospital e retorna às atividades normais em 10 a 15 dias (Assim espero).


E o pós operatório?

Você será medicado com analgésicos, ingeridos por via oral em sua casa. Dê preferência a alimentos de mais fácil digestão, evitando comidas gordurosas na primeira semana, com base em alimentos cozidos e refeições fracionadas, em pequena quantidade. Náuseas e vômitos podem ocorrer nas primeiras 12 horas. A ingestão de líquidos está liberada, mas não tome bebidas gaseificadas nem alcoólicas. Você será orientado por seu médico no dia da alta com relação às atividades normais, como tomar banho, subir escadas, trabalhar, carregar peso, dirigir e ter relações sexuais. A dor pós-operatória é de pequena intensidade, muitas vezes não necessitando uso de medicação analgésica. Os curativos podem ser feitos apenas com fita tipo micropore, trocadas a cada três dias. As feridas podem ser lavadas com água e sabão neutro, secadas em seguida com uma toalha macia. Manter a região bem seca e usar roupa confortável. O ideal é voltar ao trabalho após uma semana. Porém, em alguns casos, o paciente poderá iniciar trabalhos leves após três dias da operação. Ligue e agende uma consulta de retorno no prazo de 1-2 semanas após a cirurgia. Pontos geralmente não precisam ser removidos já que as incisões são muito pequenas e as suturas usadas são absorvíveis. Evite exposição solar sobre a ferida operatória no período de 180 dias. Caso seja inevitável, proteger as cicatrizes com fitas ou mesmo aplicar creme protetor.

Agora é somente esperar a cirurgia. Vou fazer um post contando tudo sobre a minha cirurgia e a pós cirurgia. Qualquer dúvida deixe nos comentários. Espero que tenham gostado.

Até mais.